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Herbicidas: Estratégias de controle de plantas daninhas no milho

Controle de plantas daninhas: decisões técnicas que contribuem para maior sanidade e desempenho no campo

Introdução

Os herbicidas são o principal método de controle aplicado no manejo de plantas daninhas na cultura do milho. A preferência pelo controle químico se justifica pela capacidade de controle seletivo, fácil aplicação, rápida ação e eficiência de controle em curto tempo, mesmo em grandes áreas, apresentando bom custo-benefício (Paul et al. 2024).

Entretanto, o uso contínuo e em larga escala de herbicidas associado a algumas práticas de manejo inadequadas tem favorecido a seleção de biótipos de plantas daninhas resistentes, problemas de injúrias por deriva de herbicidas ou por resíduos de herbicidas aplicados em safras anteriores, e riscos de contaminação ambiental (Figura 1).

Figura 1. Resistência de Alopecurus myosuroides a herbicidas inibidores da ACCase e ALS (Lan et al. 2022). Injúria em plantas de milho provocada por resíduo de fomesafen (Meaghan Anderson, Iowa State University).  

Esses fatores reforçam a necessidade de planejar o manejo químico de forma estratégica, integrando diferentes mecanismos de ação e adotando boas práticas agrícolas.

Período crítico de controle de plantas daninhas na cultura do milho e o posicionamento correto de herbicidas

As plantas daninhas são a principal causa de redução da produtividade do milho em nível mundial. Estima-se que sejam responsáveis por perdas de até 40,3% da produtividade da cultura, valor muito superior quando comparadas as demais pragas (16%), patógenos (9,4%) e vírus (2,9%) (Oerke 2006). O período crítico de controle de plantas daninhas no milho é o período dentro do ciclo da cultura em que é necessário realizar o controle das plantas daninhas para que não haja perdas de produtividade consideradas inaceitáveis (Figura 1). Plantas daninhas que venham a se estabelecer antes ou após o período crítico de controle possuem pouco impacto na produtividade da lavoura.

Figura 1. Determinação do período crítico de controle (PC) de plantas daninhas no milho.

O período crítico de controle não é fixo e varia em função de fatores como híbrido utilizado, sistema de cultivo, condições edafoclimáticas, espécies de plantas daninhas presentes na área e densidade, época de germinação das plantas daninhas em relação a germinação da cultura, dentre outros fatores. Por isso é essencial que o produtor faça a avaliação da sua lavoura para determinar com maior precisão o momento correto de realizar o manejo das plantas daninhas. Para dar um direcionamento, podemos dizer que em situações em que as plantas daninhas se estabelecem antes da cultura e em altas densidades, o período crítico de controle pode iniciar ja no estágio VE, e sob condições de estabelecimento tardio das plantas daninhas e em baixas densidades, o início do período crítico de controle pode ser deslocado para V2 (Tursun et al. 2016), ou para estágios posteriores. É importante dizer que em condições de campo, é praticamente impossível não se ter perdas de produtividade por competição com plantas daninhas. Por isso, o início e o final do período crítico de controle estão condicionados a um limite de perda de produtividade que geralmente é de 5% (knezevic et al. 2002), considerado aceitável.

Essas perdas de produtividade na cultura do milho em função da convivência com plantas daninhas são atribuídas em grande parte aos danos diretos provocados pela competição por recursos limitantes como luz, água, nutrientes, espaço e dióxido de carbono (Silva et al. 2022), e em menor extensão a danos indiretos por serem hospedeiras alternativas de pragas e patógenos causadores de doenças a cultura (Kumar et al. 2021), além de em alguns casos poderem dificultar o processo de colheita. Entretanto, os danos diretos e indiretos citados não conseguem justificar a totalidade das perdas em produtividade, porque elas continuam a acontecer mesmo em ambientes com alta disponibilidade de recursos (Benaragama e Shirtliffe, 2020).

Após a emergência, o milho é capaz de detectar plantas vizinhas através de diferentes mecanismos, como mudanças na qualidade da luz, compostos voláteis e exsudatos radiculares (Horvath et al. 2023). Essas plantas vizinhas são interpretadas como futuras competidoras, desencadeando uma série de mudanças fisiológicas e morfológicas no milho para antecipar o processo de competição, mesmo que os recursos ainda estejam disponíveis em níveis adequados (Rajcan e Swanton 2001). Essas mudanças incluem aumento da alocação de fotoassimilados no crescimento da parte aérea em função do crescimento de raízes, elongação do colmo, alteração na angulação das folhas, dentre outras (Rajcan e Swanton 2001). Essas alterações podem permanecer mesmo após o controle das plantas daninhas, provocando reduções em produtividades.

 Estudos indicam que, após o início do período crítico de controle, a produtividade do milho é reduzida em 1,2% a cada dia de atraso no manejo de plantas daninhas, além dos 5% considerados aceitáveis na determinação do início do período crítico (Page et al. 2012). Isso significa que, embora um herbicida seja aplicado e apresente alta eficiência de controle, se não for utilizado na época correta, a produtividade da lavoura apresentará algum nível de comprometimento. Além disso, um dos fatores que mais influenciam no período crítico de controle e na velocidade com que essas perdas acontecem é a época de germinação das plantas daninhas em relação a germinação da cultura.

Em situações em que as plantas daninhas germinam antes da cultura, o período crítico de controle e as perdas de produtividade tendem a acontecer cada vez mais cedo, e quando a cultura se estabelece primeiro, o período crítico de controle e as perdas de produtividade tendem a ser deslocadas para estágios mais avançados do ciclo da cultura. Portanto, para a manutenção de altas produtividades, saber a época correta de aplicação do manejo é tão importante quanto obter um controle eficiente. A partir disso, tem-se duas estratégias para o posicionamento de herbicidas: a primeira diz respeito a dessecação em pré-semeadura do milho e o uso de herbicidas pré-emergentes para garantir o plantio da cultura no limpo e o estabelecimento da cultura antes da emergência das plantas daninhas; e a segunda estratégia relacionada ao manejo de plantas daninhas em pós emergência.

Uso de herbicidas na dessecação em pré-semeadura do milho e uso de pré-emergentes

O manejo eficiente da dessecação pré-plantio é fundamental para o sucesso da cultura do milho, garantindo que a semeadura ocorra em área livre de plantas daninhas (no limpo), pois reduz a competição inicial por luz, água e nutrientes, favorecendo o rápido estabelecimento da cultura e o pleno aproveitamento do potencial produtivo do híbrido, tanto para silagem quanto para grãos.

O conhecimento da comunidade infestante e do histórico de resistência a herbicidas é essencial para a definição da estratégia de manejo. Entre as principais espécies que interferem na cultura do milho, destacam-se Digitaria insularis (capim-amargoso), Eleusine indica (capim pé de galinha), Conyza spp. (buva), Borreria spp. (vassourinha de botão), Lolium multiflorum (azevém), Raphanus raphanistrum (nabo), e Avena strigosa (aveia-preta). Populações resistentes a diferentes mecanismos de ação, como o glifosato e os inibidores da ALS, têm sido relatadas com frequência, o que reforça a necessidade de programas de manejo integrados (Heap, 2025).

A dessecação deve ser realizada de 20 a 30 dias antes da semeadura, período que permite o desenvolvimento adequado da área foliar das plantas daninhas e maximiza a interceptação da calda herbicida. Caso ocorram escapes, recomenda-se uma aplicação sequencial com herbicidas de diferentes mecanismos de ação, reduzindo a seleção de biótipos resistentes.

Para a dessecação pré-semadura do milho, recomenda-se utilizar herbicidas dessecantes em misturas com residual, visando atingir o banco de sementes do solo, e prolongar o perído de controle (Melo et al., 2018). Entre os principais herbicidas pós emergentes utilizados na dessecação em áreas pré-semeadura do milho destacam-se, 2,4-D, diquat, carfentazona-etílica, flumioxazina, glufosinato de amônio, saflufenacil e glifosato. Entretanto, devido ao elevado número de casos de resistência ao glifosato, seu uso isolado deve ser evitado. Destaca-se, ainda, o glufosinato de amônio, herbicida não seletivo, que pode ser utilizado como alternativa ao glifosato, especialmente para o controle de plantas daninhas resistentes.

O intervalo entre a aplicação e a semeadura do milho varia conforme as características do herbicida, a dose, a cobertura vegetal, a textura do solo e as condições ambientais. Em áreas infestadas por espécies de folhas largas, como Conyza spp., recomenda-se a aplicação de 2,4-D, respeitando-se um intervalo de 7 a 15 dias antes da semeadura.

O uso de herbicidas pré-emergentes é fundamental para o manejo do banco de sementes, pois esses produtos atuam na germinação e no desenvolvimento inicial das plântulas. Os principais grupos químicos utilizados no milho são as triazinas (ametrina, atrazina, simazina e terbutilazina), eficazes no controle de folhas largas, e as amidas (S-metolachlor, alachlor e acetochlor), que ampliam o espectro de controle e apresentam seletividade à cultura.

No sistema de plantio direto, a presença de palhada pode alterar a dinâmica dos herbicidas aplicados em pré-emergência. A exposição à radiação solar e às altas temperaturas pode acelerar processos de fotodegradação e lixiviação, além de favorecer a adsorção dos herbicidas aos resíduos vegetais. Nesse contexto, moléculas como a atrazina destacam-se pela maior lixiviação para o solo após chuvas subsequentes à aplicação. Herbicidas do grupo das amidas tendem a permanecer mais retidos na palhada, sendo que o acetochlor apresenta maior eficácia na ausência de precipitação, enquanto o S-metolachlor se destaca em condições de chuva logo após a aplicação, devido à sua maior estabilidade química e adsorção à matéria orgânica (Morota et al., 2018; Karam et al., 2007). Em resumo os principais herbicidas utilizados para a dessecação pré-plantio, encontram-se na Tabela 1.

Tabela 1. Principais herbicidas utilizados na dessecação pré-plantio do milho e em pré e pós emergência das plantas daninhas.

Época de apicaçãoHerbicidaMecanismo de ação (HRAC)Espectro principalConsiderações
Pós-emergência das plantas daninhasGlifosato Inibidor da EPSPsHerbicida não seletivoEvitar uso isolado devido à resistência de plantas daninhas.
 2,4-DMimético de auxinaFolhas largasIntervalo de 7 a 15 dias entre aplicação e semeadura do milho.
 DiquatInibidor do fotossistema IHerbicida não seletivoRápida ação de contato. Pode ser usado em mistura com residual.
 Carfentazona-etílicaInibidor da PPOFolhas largasAlta eficiência na dessecação de folhas largas em estágio inicial.
Pré e pós emergenteFlumioxazinaInibidor da PPOFolhas largas e algumas gramíneasPode deixar residual no solo; cuidado com sobreposição.
 SaflufenacilInibidor da PPOFolhas largasAlta eficiência sobre Conyza spp.; pode deixar residual no solo.
 Glufosinato de amônioInibidor da glutamina sintetase (Grupo 10)Herbicida não seletivoAlternativa eficaz ao glifosato.
Pré-emergência das plantas daninhasAtrazina, Simazina, Ametrina, TerbutilazinaInibidores do fotossistema II (Grupo 5)Folhas largasRecomendados em plantio direto com palhada; alta lixiviação para o solo após chuva.
 S-metolachlor, Alachlor, AcetochlorInibidores da síntese de ácidos graxos de cadeia longa (Grupo 15)Gramíneas e algumas folhas largasS-metolachlor é mais persistente e eficiente após chuvas; acetochlor tem melhor desempenho sem precipitação.

Fonte: Adaptado Agrotif, 2025.

O sucesso da cultura do milho, seja para uma produção de silagem de qualidade e produtiva, ou para altas produtividades de grãos, está diretamente relacionado ao manejo eficiente da dessecação pré-plantio e a adoção de herbicidas pré-emergentes. A escolha correta dos produtos, considerando o histórico de resistência e as condições da área, garante controle eficaz das plantas daninhas e contribui para a sustentabilidade do sistema produtivo.

Uso de herbicidas em pós-emergência do milho e das plantas daninhas

Os herbicidas pós-emergentes são aplicados após o estabelecimento das plantas daninhas e da cultura, sendo especialmente críticos entre os estágios vegetativos V2 e V6 do milho, período em que a cultura deve permanecer livre de plantas infestantes para evitar perdas de produtividade. Os principais herbicidas seletivos para a cultura incluem atrazina, mesotriona, terbutilazina, nicosulfuron e tembotriona. Para milho com tecnologia RR, pode-se utilizar glifosato, enquanto para híbridos BTMAX recomenda-se glufosinato de amônio, garantindo controle eficaz das plantas daninhas sem comprometer a cultura. Na Tabela 2 encontra-se os principais herbicidas utilizados na pós emergência do milho e das plantas daninhas.

Na escolha do herbicida, deve-se considerar a seletividade, o potencial de causar injúrias à cultura, e a suscetibilidade específica de cada híbrido, garantindo que o controle das plantas daninhas não comprometa o rendimento econômico do milho, respeitando estritamente as recomendações da bula quanto ao estágio de aplicação e a dose.

A atrazina, já citada como herbicida pré emergente, atua também na pós emergência das plantas daninhas, controlando principalmente plantas daninhas de folhas largas. Sua ação em gramíneas é moderada. É um herbicida que possui ação sistêmica, atua na inibição do fotossistama II. Apresentando sintomas de clorose e necrose levando a planta a morte. A cultura do milho apresenta seletividade devido a enzima glutamina-S-transferase, podendo metabolizar os herbicidas triazinicos em compostos não tóxicos. Para ampliar o espectro de controle nas aplicações com atrazina, pode-se utilizar em mistura herbicidas como mesotriona, tembotriona e nicosulfuron.

 A aplicação destas moléculas deve ser realizada em estágios do desenvolvimento do milho entre V2 e V6. A Terbutilazina é uma alternativa, com o mesmo mecanismo de inibição do transporte de elétrons no Fotossistema II, apresentando um largo espectro de ação em pré e pós-emergência. Sua vantagem reside frequentemente em um perfil ambiental ligeiramente mais favorável que a atrazina. É crucial evitar sua aplicação sob estresse hídrico para minimizar riscos de fitotoxicidade.

Herbicidas do grupo das sulfoniluréias, como nicosulfuron, foransulfuron e iodosulfuron, atuam inibindo a acetolactato sintase (ALS), impedindo a síntese de aminoácidos essenciais. São seletivos para milho devido à rápida metabolização pela cultura e recomendados para infestações predominantemente de gramíneas. Para nicosulfuron, a aplicação deve ocorrer entre os estágios V4 e V6, observando a suscetibilidade dos híbridos, que podem apresentar sintomas de clorose, necrose e deformações foliares. Deve-se respeitar intervalos de sete dias com aplicações de inseticidas organofosforados e adubos nitrogenado.

Os herbicidas tembotriona e mesotriona atuam inibindo a síntese de carotenoides, através da inibição da enzima HPPD (4-hidroxifenil-piruvato-dioxigenase) nos cloroplastos. Apresentando sintomatologia de branqueamento nas folhas, com posterior necrose levando a morta das infestantes. O milho é tolerante a esses herbicidas devido a sua rápida metabolização. De acordo com a bula a mesotriona deve ser aplicado em estágio de desenvolvimento do milho, entre V2 e V4, para controle de folhas largas e gramíneas. Já o tembotrione é altamente seletivo para a cultura do milho, em qualquer estágio de aplicação, entretanto deve-se preconizar a aplicação em estágios iniciais da cultura, para se evitar o efeito “guarda-chuva”. Para se obter um efeito residual de controle e uma melhor eficácia no controle de folhas largas, recomenda-se a aplicação dessas moléculas em mistura com atrazina.

Além disso, o glufosinato de amônio é um herbicida recomendado exclusivamente para milho geneticamente modificado, tolerante a esse produto, como os híbridos BTMAX. Trata-se de um herbicida eficaz e de ação não seletiva, reconhecido como uma alternativa importante para o manejo de plantas daninhas resistentes, especialmente aquelas resistentes ao glifosato, além de possibilitar a rotação de mecanismos de ação, contribuindo para a mitigação da resistência. O glufosinato atua como inibidor da enzima glutamina sintetase (GS) e apresenta efeito de contato, sendo mais eficaz quando aplicado nos estágios iniciais de desenvolvimento das plantas daninhas. Apesar da tolerância dos híbridos BTMAX, é fundamental respeitar rigorosamente o estágio de aplicação indicado na bula do produto, a fim de evitar fitotoxicidade e garantir a segurança da cultura.

O controle eficaz das plantas daninhas na pós-emergência do milho depende da correta seleção do herbicida, do respeito aos estágios de aplicação, da atenção à suscetibilidade dos híbridos e da rotação de mecanismos de ação. O uso integrado de triazinas, sulfoniluréias, inibidores de HPPD e glufosinato de amônio garante controle eficiente das plantas infestantes, minimiza riscos de fitotoxicidade e contribui para a produtividade e sustentabilidade da cultura.

Tabela 2 – Principais herbicidas pós-emergentes para milho e plantas daninhas

HerbicidaMecanismo de AçãoEspectro de ControleObservações
AtrazinaInibidor do fotossistema IIFolhas largas; gramíneas moderadoPode ser misturado com mesotriona, tembotriona ou nicosulfuron; aplicação entre V2 e V6
TerbutilazinaInibidor do fotossistema IIFolhas largas e gramíneasLarga espectro de ação; pré e pós-emergência; evitar em estresse hídrico
MesotrionaInibidor da sintese de HPPDFolhas largas e gramíneasAplicar entre V2 e V4; pode ser misturado com atrazina para efeito residual e maior espectro
TembotrionaInibidor da sintese de HPPDFolhas largas e gramíneasAlta seletividade; aplicar preferencialmente em estágios iniciais para evitar efeito “guarda-chuva”; pode ser misturado com atrazina
NicosulfuronInibidor da ALSGramíneasAplicar entre V4 e V6; atenção à suscetibilidade de híbridos; respeitar intervalo de 7 dias para adubos nitrogenados e inseticidas organofosforados
Glufosinato de amônioInibidor da glutamina sintetase (GS)Não seletivoApenas para milho BTMAX; herbicida de contato; respeitar estágio recomendado na bula; alternar mecanismos de ação para manejo de resistência
GlifosatoInibidor da EPSPsNão seletivoApenas para milho RR;

Fonte: Adaptado Agrofit, 2025.

Conclusão

O controle eficiente de plantas daninhas no milho depende de estratégias integradas e bem planejadas. A semeadura no limpo, associada ao uso criterioso de herbicidas, tanto em pré quanto em pós-emergência, aliado à escolha adequada dos produtos conforme o histórico de resistência e as condições da área, é fundamental para garantir altos rendimentos e a sustentabilidade da produção, seja para uma silagem de qualidade ou produção de grãos.

 A eficiência do manejo está diretamente relacionada ao correto posicionamento dos herbicidas, à rotação de mecanismos de ação e à integração com práticas culturais, reduzindo a seleção de biótipos resistentes. Além disso, o uso de híbridos com tecnologia BTMAX, que permitem a aplicação de glufosinato de amônio, na pós emergência da cultura, amplia as opções de controle e fortalece as estratégias de manejo frente à resistência ao glifosato.

Ressalta-se, ainda, que a recomendação e o posicionamento dos herbicidas devem ser realizados sob orientação de um engenheiro agrônomo, assegurando a eficácia do controle e a sustentabilidade do sistema de produção de milho.

Referências Bibliográficas

*Colaboração Bruna Dal’Pizol Novello, Coordenadora de Serviços Técnicos da Sementes Biomatrix nos estados de Santa Catarina e no Sudoeste do Paraná.

Engenheira Agrônoma pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Mestra em Produção Vegetal, com ênfase em Biologia e Manejo de Plantas Daninhas, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutoranda em Produção Vegetal, com ênfase em Biologia e Manejo de Plantas Daninhas, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e pela Mississippi State University (MSU).

* *Colaboração de Guilherme Augusto de Paiva Ferreira, Coordenador de Serviços Técnicos da Sementes Biomatrix, Engenheiro Agrônomo – UFMG. Mestre em Produção Vegetal – UFMG. Doutor em Fitotecnia – UFV.

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